openSUSE Leap 15.3 RC – Overview

Nesta review não deve ter grandes novidades, pois se trata de um sistema próximo ao SUSE Enterprise.

O Leap 15 tem total de 36 meses de suporte, sendo que as projeções da série “15” são para até a versão “15.5”, é voltado a usuários de perfil próximo ao uso enterprise, mas no final das contas é de uso geral, inclusive doméstico.

O KDE Plasma é mantido por muitos developers da comunidade KDE + OpenSUSE e o GNOME pela empresa SUSE, na qual suporta por padrão.

Nesta overview vou testar o GNOME por ser meu preferido, talvez mostre o KDE Plasma LTS em outro artigo.

obs: Se está no Leap 15.2, agora o openSUSE Leap está mais próximo do SUSE nesta versão e pode ser necessário alguns passos a mais no upgrade, de acordo com a documentação.

Como de costume, criarei a VM com 4GB RAM, HD de 30GB em SSD e 4 CPU’s.

Vou pular a parte da instalação, pois além de continuar igual, já tenho alguns artigos mostrando aqui e aqui.

A única alteração que fiz na instalação, foi retirar o conjunto de pacotes: Games e Graphics. Que seriam instalados por padrão:

Padrão:

Após retirar:

Fora o download da iso de 4.7 que baixou em menos de 10 minutos, a instalação levou aproximadamente 22 minutos.

No primeiro login, temos o GDM com nenhuma opção de sessão marcada, mas ao fazer o login assim mesmo, nos detalhes do sistema mostra sessão Wayland default, com o GNOME 3.34.7:

Não temos o Tour do GNOME, mas temos uma tela de bem vindo:

O sistema usa 5.2GB de armazenamento:

De app’s padrão temos uma quantidade considerável, mesmo tendo removido alguns como mostrado na instalação:

Poderia ser melhor selecionado, mas o projeto preferiu deixar esta escolha ao usuário, podendo selecionar antes de instalar, por mais que ache que não seja uma forma muito intuitiva de se fazer.

Também deixou para o usuário organizar os app’s (menos os módulos do YaST) no grid do GNOME, então dei um “tapa”:

E descobri que o excesso estão nos “utilitários”:

obs: 2 tetminais e 2 app’s de Chat online? pode ser coisa da RC… e encontrar o YaST pode ser um desafio!

Pipewire

Vem instalado, porém não ativo por padrão:

Para ativar basta 2 comandos, segundo a documentação:

systemctl --user start pipewire.service
systemctl --user start pipewire-media-session.service

Este procedimento é necessário para usar screencast no Wayland (sessão default).

Porém o Firefox 78.9 ESR aparentemente não foi compatível, para isso poderá instalar o Firefox via Flatpak. Procedimento que mostrarei mais abaixo no artigo.

A GNOME Software ainda não foi integrada ou tem algum bug com o carregamento de cache inicial:

Ela parece gerenciar atualizações, porém não encontrou nada:

Assim como o utilitário “Atualizador de pacotes”, que está fechando sozinho, mais um bug.

E claro! o YaST também atualiza o sistema, assim que você encontrar o módulo / opção para isso:

Em YaST / “Atualização online” temos um erro, pois claro! tem outro software tentando usar o gerenciador de pacotes, mas o mesmo parece ter resolvido ao repetir umas 2x.

Em seguida pediu para instalar um pacote sobre updates com as seguintes opções:

obs: marquei semanalmente.

Dei “OK” e voltou para esta tela:

Sinceramente não sei o que aconteceu!

Então resolvi dar um zypper dup no terminal para conferir e finalmente alguns updates!

obs: zypper – Continuar? [s/n/v/…] Wtf!?

Atualizei alguns pacotes que e aparentemente não foi necessário reboot.

Não se assuste se notar aumento de uso de armazenamento maior do que em outras distros, pois o openSUSE cria snapshots para que possa fazer rollback do sistema, depois de cada alteração feita com o zypper. Um simples update foi para 8GB de uso.

Caso queira, poderá limpar os snapshots para liberar algum espaço, porém perderá uma opção para rollback.

Em “instantâneos do sistema de arquivos” no YaST, poderá verificar:

obs: o número 1 não poderá ser deletado, é o atual.

Para remover, basta selecionar e clicar em remover:

Removi todos e cliquei em “fechar”:

E na hora verá que o armazenamento usado diminuirá:

Achei problemático ter várias maneiras de se fazer um “simples update” em GUI. Mas é algo que quem procura um sistema tipo enterprise já deveria esperar?

Na GNOME Software é mostrado os repositórios do sistema e o status. Notei que vem com os repositórios non-OSS com programas proprietários:

Mas como a loja ainda está bugada, podemos explorar estes repositórios via YaST / gerencimento de software:

obs: cuidado ao instalar / remover pacotes, pois poderá quebrar o sistema caso não saiba o que está fazendo.

Neste repo rpm você encontra coisas como: unrar, opera, steam, wine-mono. Poucas coisas comparado ao Packman (um repositório tipo RPM Fusion do Fedora).

No YaST / Repositórios de software / adicionar / repositórios , podemos adicionar o Packman e Driver Nvidia, mas no momento ainda não está disponível.

Também poderá usar Flatpak’s na qual já vem com suporte.

Basta acessar o flathub.org, clicar em instalar algum app e já será adicioando o Flathub + o app escolhido no sistema:

Após, basta atualizar a GNOME Software (na aba atualizações) para o a loja mostrar todos app’s do Flathub:

Aproveitando que o Flathub está adicionado, removi o firefox esr e instalei o do Flathub/Mozilla via flatpak:

Ativei o pipewire para o Firefox:

flatpak --user override --filesystem=xdg-run/pipewire-0 \
                          --socket=wayland \
                          --env=MOZ_ENABLE_WAYLAND=1 \
                          org.mozilla.firefox

Ativei Wayland ao inves do X11::

flatpak override --user --env=GDK_BACKEND=wayland --socket=wayland --nosocket=x11 org.mozilla.firefox

E “voilà”! O compartilhamento de tela não funcionou. Imagino que seja devido alguma versão antiga do pipewire / xdg-desktop-portal.

“É um sistema enterprise, não se pode esperar componentes do sistema muito atualizados”

Você me diria isso, certo?

Se não tivesse testado no Debian 11 (em beta para o próximo Stable deste ano) e RHEL8 (na qual o pipewire/wayland funcionam ootb) eu concordaria.

Mas este é um RC e ainda tem a chances do pipewire/wayland se tornarem mais funcionais no Leap (já funciona na versão Tumbleweed).

Wallpaper’s

Nada a dizer…

OpenSUSE Software

Esta é a famosa ferramenta “click install” do openSUSE acessada via navegador e integrada para usar o YaST, que pessoalmente prefiro recomendar apenas para quem já tem alguma experiencia com a distro. Pois não é muito difícil de quebrar o sistema com ela.

São basicamente repositórios como PPA’s ou COPR’s, de uma forma mais facilitada. O famoso OBS (openSUSE build service).

Recomendo usar se não tiver outra alternativa, exemplo: snapd

Para habilitar o suporta a Snap’s, é preciso adicionar um repositório externo, pois o snapd não foi aceito nos repositórios oficial do OpenSUSE. E isso acontece com vários outros pacotes/programas de terceiros etc…

Concluindo

Creio que o Leap (isso vale para o Tumbleweed também) não é muito atraente aos olhos de um usuário iniciante, que talvez busquem apelos e novidades visuais diferentes das DE’s originais. Apesar de conseguir fazer tudo e até mais do que muita distro por aí.

Achei que falta polimento na seleção de app’s padrão, mesmo sendo algo solucionável na instalação.

Mas sem dúvidas, uma das melhores implementações do BtrFS, principalmente com os snapshots, apesar de que poderia haver melhor intuitividade no processo.

Algo a se notar, creio que seria mais interessante usar o BtrFS com SSD, pois estes processos de criações de snapshots podem exigir mais desempenho, caso não queira sentir algum engasgo por conta do uso de HD’s mecânicos, recomendaria EXT4, mas perderia este fator segurança de rollback.

É um dos projetos mais sólidos, no sentido de estar no mercado a muito tempo (27 anos segundo wikipedia).

Consegue entregar gratuitamente uma versão rolling release testada e estabilizada (Tumbleweed) e uma versão próxima ao SUSE Linux Enterprise (o Leap).

Além de patrocinar projetos como o MicroOS, que é a “versão imutável” do openSUSE e muitos outros que o tornam importante para todo o ecossistema Linux.

Se deseja me dar sugestões, mande para fastos2016@gmail.com ou nas redes sociais.

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