Arch Linux – Overview

Com o anuncio do Steam Deck baseado no Arch muitos curiosos acabaram conhecendo a distribuição Linux, bom, na verdade creio que não conheceram ainda…

Ao entrar no site do projeto, não existe um apelo ao usuário final ou algo mais amigável / ilustrado certo?

https://archlinux.org/

Palavras “simples e leve” estão em destaque, mas até aí são só palavras…

Últimas notícias e pacotes recentes ficam em destaque, pois o ideal é que o usuário/contribuidor do Arch deva estar sempre por dentro do projeto.

De cara já adianto que é um sistema “avançado” que irá exigir alguma experiência dos usuários e principalmente, paciência e tempo!

Instalação

Em “Download” baixei a .iso via torrent. O site recomenda usar o comando “dd” via terminal para gravar a .iso, mas poderá usar qualquer outro programa para isso.

Usarei o GNOME Boxes para instalação em VM.

Selecionei opção “GNOME OS” para instalar o sistema em modo UEFI:

E temos esta “bela” tela preta com o Arch Linux carregado, pronto para começar a instalação:

Neste ponto, já devem ter percebido que não é qualquer um que conseguirá instalar o sistema, ao mesmo tempo que qualquer um que entenda sua wiki, tenha paciência e tempo, lendo a documentação, conseguirá instalar da maneira que bem entender.

O sistema traz um instalador via linha de comando embutido / escondido o “archinstall” que usarei.

A primeira pergunta é escolher o “layout” (a linguagem do instalador é em inglês):

Digitei “help” para procurar por outras linguagens:

Então pesquisei por “br”:

Onde escolhi a opção “1”.

Próxima é a linguagem do teclado, nesta opção não existe “help”, mas poderá deixar em branco:

Agora selecionei o disco “1” de 30GB onde quero instalar:

Sistema de arquivos, escolhi ext4 (já que não vou configurar na mão snapshots ou compressão com Btrfs…):

Em branco para não usar criptografia de disco:

“N” para usar o systemd-boot no lugar do grub:

Hostname para instalação, escolhi “archlinux” e senha root:

Agora, username “arch” e senha. Também Y para tornar superuser (sudoer):

Deixar em branco para não criar usuário adicional:

Agora, perfis pré programados: desktop, minimal, server ou xorg???

Escolhi “desktop” (0):

Então escolhi o meu ambiente favorito GNOME (5). Também está disponível o KDE (ambiente escolhido pela Valve no SteamOS 3.0)

Selecionei opção “1” por todos drivers open source.

O sistema me pergunta se quero usar pipewire no lugar do pulseaudio, como já uso pipewire no Fedora e sei que funciona bem, escolhi “Y”:

Qual Linux usar? escolhi opção 0 e opção 1. (aparentemente pode-se escolher mais de uma opção)

Nesta opção de escolher o navegador deixei em branco:

Opção 1 para NetworkManager:

Apenas “enter” para usar UTC:

“Y” para configurar automaticamente o tempo?

E então parece que chega ao final com um resumo do que escolhi, onde te dá apenas a opção de continuar:

Então começa a formatar e baixar os pacotes…

Após o download que levou 7 minutos, a última pergunta sobre chroot: “N”

E aparentemente estava pronto!

Então dei o comando “reboot”

Na tela de login do GNOME tem opções com GNOME Wayland (default), Classic e Xorg:

Algo que irá perceber é a rapidez no boot, pois não vem com praticamente nenhum serviço pre carregado, apenas o básico que o sistema precisa, se precisar de algo mais, terá que adicionar manualmente.

Pós instalação

obs: isto não é um tutorial

O sistema não veio com a linguagem em português, algo que não consegui fazer corretamente no instalador, não vem com os pacotes necessários para mudar no GNOME Settings. Será necessário pesquisar na Archwiki e instalar os pacotes de tradução…

Porém não pouparam na escolha dos app’s padrão e coisas estranhas no grid de app’s como: ícones do Avahi VNC service, Htop, Hardware Locality, Qt V4L2, Vim… e praticamente todos app’s do GNOME inclusive o Tweaks!

Parece não fragmentar o sistema de dependências como no Fedora (veja aqui)

Update

A GNOME Software não atualiza o sistema. Mas poderá atualizar facilmente via terminal com pacman -Syu

Será necessário pesquisar na Archwiki e instalar os pacotes necessários…

obs: está frase será necessária para praticamente todas outras coisas (básicas ou não) que precisará fazer no sistema.

Após alguns dias, resolvi dar um update via terminal. Meu sistema está com 3 repositórios ativos: core, extra e community.

Antes de prosseguir me foi perguntado se queria substituir pacotes do jack / jack2, marquei “Y” (embora eu não use o jack em si).

Depois disso o gerenciador de pacotes me joga na tela todos os pacotes a serem atualizados, de uma forma meio bagunçada. Mostrando total de 404MB de download.

Após alguns minutos o update termina, mas não é avisado para reiniciar o sistema, mesmo tendo atualizado partes do GNOME e systemd (onde se faz necessário o reboot do sistema na maioria das vezes).

Flatpak

Para adicionar o Flathub e usar Flatpak’s com a GNOME Software é até fácil!

Basta instalar o flatpak via terminal:

sudo pacman -S flatpak

E no final já terá adicionado o Flathub automaticamente!

Veja que adianto para sua vida!

Então na próxima vez que abrir a GNOME Software poderá instalar Flatpak’s por lá:

No mais, não existe muito o que mostrar, tudo que você irá precisar estará (ou deveria estar) na Archwiki, como configurar serviços tipo cups para impressora, bluetooth…

Os pacotes são todos bem recentes, ótimo para gamers ( a Valve está ligada nisso).

Multimídia

O navegador GNOME Web rodou vídeos no Youtube:

Mas você provavelmente irá querer ter mais algum navegador instalado como Firefox , Chromium based/Chrome…

Codec’s:

Para vídeos h264 terá que instalar manualmente os pacotes de codec via terminal, caso não tenha configurado a GNOME Software para se integrar com o gerenciador de pacotes do Arch e buscar o codec para você.

Ou então usar os programas via Flatpak que já terão codec’s automaticamente.

Concluindo:

Obviamente não é um sistema que busca familiaridade ou intuitividade para novos usuários. Desde o acesso ao site, passando pela instalação e ao uso no dia dia…

É claro que com o tempo, o sistema tende a ser tão fácil como qualquer outro, mas terá uma curva de aprendizado maior comparado a muitos sistemas e provavelmente passará algum tempo lendo / tentando entender sua Wiki, interagindo com outros usuários, pesquisando em fóruns para possíveis duvidas etc.

Sobre “instabilidade” do sistema e o tal risco por ser rolling release. Na minha opinião é algo que depende mais do usuário.

Tanto sistemas LTS quanto os Bleeding Edge’s podem ter algum problema em updates, um pacote lá que outro pode ter algum problema.

Mas no caso do Arch, cabe mais ao usuário providenciar backups do sistema com snapshots ou algo assim.

Uma prática para tornar o sistema mais fácil de gerenciar é não encher de libs / pacotes (32bit por exemplo) e deixar o sistema mais “limpo” possível usando Flatpak’s, esta é uma solução!

Não recomendo AUR a não ser que você queira usar para manter algum pacote para você mesmo ou realmente tenha uma necessidade específica de algum programa que só encontra por lá.

Já fiz instalação do Arch Linux “na unha” e é a segunda vez que fiz a instalação com o scritpt “archinstall”. Não creio que ganhei muito aprendizado nisso, mas o que aprendi foi que “se precisar de alguma coisa, provavelmente irei encontrar na wiki / foruns…”.

Como usuário do Fedora, já usei muito a Wiki do Arch pesquisando algo, tenho certeza que isto acontece com usuários de outras distros, caso não, não sabem a documentação que estão perdendo e que talvez poderia resolver algum problema / dúvida em outras distros também.

Alguns falam que o grande diferencial é a rapidez nos updates e a proximidade com upstream, que creio não ser tão diferencial assim, pois outros sistemas também tem estas características. porem com mais testes antes de liberar para seus usuários, como o Fedora, OpenSUSE Tumbleweed etc..

Outro “diferencial” que falam é a não alteração downstream, que novamente, não creio ser exclusivo do Arch.

Algo que acho legal na política do Arch sobre pacotes, são as exceções para alguns programas proprietários nos repositórios oficiais, como: Nvidia Driver, Steam, Codec’s, firmwares etc.

Se trata de um sistema mantido pela comunidade para a comunidade, não é dirigido por nenhuma empresa (mas pode ser patrocinada por…) que muda de rumo de acordo com os lucros ou prejuízos ou mudanças do mercado.

E como coloquei nesta lista de melhores distribuições para o Linux, creio que esta documentação e a “filosofia” de “faça você mesmo” são o grande diferencial da distribuição.

Se deseja me enviar sugestões mande para fastos2016@gmail.com ou nas redes sociais.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: