Fedora 34 GRANDES MUDANÇAS!

O Fedora 34 será um dos lançamentos com mais mudanças na história da distro (segundo alguns engenheiros de software do projeto) e eu diria que uma das melhores, pois são coisas que trarão melhor qualidade e experiência de usuário a curto e longo prazo.

Pequena intro

Muitas das mudanças do sistema podem não estarem no seu “ápice de qualidade e polidez” pois isto só é possível com muito tempo, contribuição, testes, feedback etc. Porém não quer dizer que terá um sistema “instável” como alguns podem pensar.

Bug’s e melhorias pendentes são algo que todos os softwares e distribuições tem, até aqueles sistemas congelados por anos.

Mas o Fedora não é este tipo de projeto, como já falei anteriormente, creio que tentam conciliar não entregar um sistema que não seja confiável e ao mesmo tempo incentivar o que há de melhor e mais moderno das tecnologias open source.

“Bleeding Edge” pode ser um termo relativo e alguns usam de forma pejorativa, outros apreciativa. De qualquer forma, o Fedora possui sim, uma versão que considero “bleeding edge” no caso, o Rawhide (sua versão de desenvolvimento contínuo) e sua versão considerada estável (atual 32 e 33)

O termo “Leading Edge” creio que combina mais com o projeto.

Frases como:

“Fedora usa usuários como beta testers”

“Fedora é laboratório de testes da Red Hat”

Entre outras frases, são espalhadas por aí (infelizmente). Acho lamentável se alguém se sente dessa forma. Mas de outro ponto de vista, também pode-se falar o seguinte:

“O Projeto Fedora que incentiva o upstream e novas/melhores tecnologias para a evolução do ecossistema”

“Red Hat é uma empresa que financia o Fedora e muitas tecnologias open source (muitas dessas usadas por todas distribuições Linux hoje em dia)”

Agora, se você usa Fedora, não precisa necessariamente usar sua última versão estável, pode usar a penúltima até o fim do seu suporte. Que será 1 mês após o lançamento da segunda versão superior que estiver usando.

Digamos que nesta versão (34) terá muitas mudanças na qual podem impactar seu uso. Você pode optar por esperar até o fim do suporte da 33 que irá pular toda a fase de bug’s e correções iniciais (que sempre existem em lançamentos de qualquer distro).

Não quero incentivar usuários a não contribuírem com o Fedora, mas existem “momentos e momentos” na vida das pessoas e nem sempre estamos dispostos ou temos tempo para contribuir com o que há de mais recente.

Então se está em um destes momentos, o Fedora já disponibiliza uma segunda versão (atualmente 32) um pouco mais antiga, exatamente por isso. Para que você atualize no seu tempo, ninguém precisa ou é obrigado a atualizar no lançamento.

Dito isto, sou usuário do Fedora Silverblue e pular de uma versão a frente / atrás é muito fácil. Então consigo conciliar o teste da nova versão em desenvolvimento e em momentos que preciso da estabilidade de algo da versão anterior, apenas reinicio e escolho o deploy anterior.

Atualmente estou testando o Fedora 34 pre release e com a versões 33/32 pinada no grub.

Mudanças no Fedora 34

Vamos para as mudanças que creio necessitarem de maior participação da comunidade e usuários com o Fedora e os projetos upstream para termos mais um bom lançamento!

Pode ver a lista completa aqui.

GNOME 40

Nesta versão o GNOME muda drasticamente (para alguns) principalmente a maneira de lidar com o shell, agora de forma horizontal em workspaces e app grid. Além das várias melhorias internas que proporcionam melhor fluidez e experiência com gestos multi-touch.

super + rolagem do mouse muda de workspace (também)
2x super rapidamente abre o app grid!
2 monitores + app grid

Wayland padrão para KDE Plasma

Se acompanhou meus testes, já sabe que a experiência Wayland no Plasma está cada vez melhor, aos poucos os bug’s e problemas estão ficando imperceptíveis. Mas se trata de uma DE grande e complexa, exige muitos testes, feedback e reportes de bug’s para tornar ainda melhor. Assim como foi feito com o GNOME, o Fedora incetiva o Wayland no KDE Plasma, pois se trata de uma tecnologia que traz melhor qualidade/segurança/features a curto e longo prazo, porém nada que é tão bom assim vem de graça ou sem esforço coletivo.

E claro, a sessão X11 ainda continuará disponível caso precise.

Pipewire

Será o responsável por todo o “roteamento” de áudio via PulseAudio e Jack por padrão. Pacotes foram substituídos e outros que dependem do mesmo, devem ser atualizados/reconstruídos (por empacotadores do Fedora e quem empacota programas para o mesmo) para suportar o novo padrão.

Para conhecer um pouco da história e o porque do surgimento do Pipewire, leia este artigo.

Trecho do artigo:

“David Henningson, um dos principais desenvolvedores do PulseAudio, se demitiu do projeto:

Em software nada é impossível, mas rearquitetar o PulseAudio para suportar todos esses requisitos de uma boa maneira (ao invés de “construir outra camada por cima”) seria muito difícil, então meu julgamento é que seria mais fácil escrever algo novo do zero.

E eu realmente acho que seria possível escrever algo que aproveitasse o melhor do PulseAudio, JACK e AudioFlinger e obter algo que funcionasse bem para dispositivos móveis e desktops; para áudio profissional, jogos, reprodução de música com baixo consumo de energia, etc. Acho que nós, como uma comunidade de código aberto, poderíamos ter um grande uso para esse servidor de som.”

Ná prática, os programas/usuários nem devem saber que estão usando o Pipewire, pois o funcionamento é o mesmo. Porém dispositivos e casos de uso diferentes existem aos montes. Pessoas que conectam e desconectam dispositivos de áudio / bluetooth / USB / P2 etc. São muitas variáveis que pode exigir feedback para desenvolver a melhor experiência aos usuários. E só será melhor, pois o Pipewire é baseado na estrutura do Jack e foi desenvolvido pensado nos dias de hoje, com objetivo de proporcionar qualidade de áudio profissional, fácil configurabilidade, segurança e novas possibilidades.

ZRAM do mesmo tamanho da RAM

Como mostrei nesta review, o uso de ZRAM facilita muito para computadores com pouca RAM e ao mesmo tempo com HD’s lentos (pois não faz escrita e leitura no HD como a SWAP on HD). E agora desta maneira permitirá computadores muito antigos iniciarem com o Anaconda (instalador do Fedora).

na imagem: swap = zram

Systemd-oomd

Em situações de falta de RAM (não necessariamente computador com pouca RAM) agora vai ser função deste serviço (anteriormente EarlyOOM) liberar espaço para não travar o sistema.

XFCE 4.16

Apesar de não ser bem uma “novidade” o XFCE 4.16 estará no 34 com suas mudanças visuais e correções de bug’s. Recebeu repaginada em alguma app’s como o “about”, novos ícones e perfis de painel.

Pessoalmente acho uma ótima DE para se usar o X11 (enquanto o Wayland não chega) pois seu compositor é simples sem muitos efeitos, então provavelmente não verá muitos bug’s gráficos assim como menor uso de processamento/GPU. O XFCE é uma DE modular, ficando relativamente bem integrado com app’s GTK/QT dependendo da personalização e modo de uso.

menu whisker

Por enquanto é isso, sei que estão trabalhando para trazer as funcionalidades relacionadas ao Btrfs, de maneira fácil para o usuário comum, porém ainda não chegou lá. Além das atualizações dos outros pacotes como de costume, DE’s Cinnamon, Kernel e basicamente tudo que deve estar em sua ultima versão estável para o lançamento.

Se quiser relatar bug’s para o Fedora, use o Bugzilla da RedHat assim como a ferramenta padrão do Fedora Workstation e Spins para reporte de bug’s, o ABRT.

Se deseja me dar sugestões, mande para fastos2016@gmail.com ou nas redes sociais.

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