Fedora Workstation 33 – Overview

Para um usuário comum pode não parecer, mas este lançamento vem com grandes mudanças e que prometem trazer novas funcionalidades para o OS.

Creio que todos já sabem que o Fedora 33 adotou Btrfs como sistemas de arquivos padrão, a fins de trazer funcionalidades e praticidades para o usuário e é aí que os desafios começam…

Nesta versão podemos dizer que é a “fase 1” da implementação do Btrfs no sistema, pois praticamente não traz nenhuma das suas grandes funcionalidades por padrão, como gerenciamento de snapshots e compressão (você pode configurá-las manualmente).

Na prática o usuário pode nem perceber que algo tão importante mudou no sistema, caso tenha feito uma nova instalação, pois ao atualizar de uma versão anterior, não mudará seu sistema de arquivos.

Veja também a overview do Fedora Silverblue, onde mostro mais novidades do GNOME 3.38 e testes do ZRAM / EarlyOOM

Creio que o que ocorre e ainda vai acontecer muito é uma confusão, quando o usuário abrir o monitor do sistema e verificar o uso do sistema de arquivos:

Pois o Btrfs trabalha com subvolumes que é diferente de partições, assim parecendo que na imagem temos 2 partições iguais, sendo que o correto é o mostrado no Discos da primeira imagem. Aproximadamente 6.4GB é usado de armazenamento padrão.

Pessoalmente gosto da escolha dos app’s, é basicamente o ambiente GNOME com o plus do melhor navegador e suíte office do Linux, Firefox e LibreOffice:

Vem com uma ferramenta, que considero muito útil para reportar bug’s e contribuir com o projeto, chama-se ABRT. Veja este artigo para entender como funciona.

O Firefox do Fedora tem um tratamento especial, pois é o único que é compatível com compartilhamento de tela no Wayland (sessão default). Veja exemplo do MeetJitsi (também compatível com GoogleMeet):

Também compartilhamento de janela, a experiência não está totalmente polida, pois a janela do portal aparece algumas vezes repetidamente pedindo permissão, mas funciona:

Também é possível (se o navegador estiver aberto) pesquisar no buscador padrão do navegador, diretamente na busca do GNOME:

Estas features não são novidades do Fedora 33, mas creio que muitos não tem conhecimento.

Atualização de rotina

As atualizações do Fedora são automáticas por padrão, o usuário não deve se preocupar com isso. Uma notificação será lançada quando o sistema detectar algum update por fazer, não é preciso necessariamente recorrer ao terminal:

O Fedora faz uso da GNOME Software, que tem muitas serventias inclusive de GUI para atualização de rotina ou de versões do sistema:

Ao clicar em “baixar” não mostra o progresso, você não precisa ficar com esta tela esperando, pode seguir usando o sistema normalmente, que uma notificação irá te avisar quando estiver completo:

Então basta clicar no botão azul que irá reiniciar:

Neste momento, se a atualização for grande pode levar alguns minutos, pois é a maneira mais segura de se fazer update com o DNF e evitar erros:

Ao termino do processo uma notificação levará para a GNOME Software mostrando o que foi atualizado:

Até aí, tudo muito elegante, porém se a atualização for grande e o PC for fraco, pode não ser uma experiência muito boa para o usuário.

Continuando na GNOME Software, ainda traz o banner com o botão “Habilitar” para adicionar repositório de terceiros. Este botão instala um pacote que adiciona alguns repositórios desativados no sistema, ao clicar nele você não terá muito feedback do que está acontecendo:

Mas ao acessar “Repositórios de programas”:

Verá os repo’s desativados e facilmente ativáveis para o que você precisar, como: Google Chrome, Nvidia Driver (apenas o mais recente) Steam e a PyCharm:

Após isto você deve ser capaz de encontrar os programas na busca:

Vale lembrar, que o Driver Nvidia será sempre o mais recente, se precisar de driver legacy, terá que adicionar o RPMFusion completo, que também não é um processo difícil, mas terá que usar o terminal, como mostro aqui. Se você tiver uma placa hibrida, boa sorte!

O Fedora facilita muito a vida dos gamers, de cara você consegue instalar via GNOME Software a Steam, Lutris ou pacotes como wine via terminal. Vem com gamemode ativo por padrão, além de pacotes recentes/estáveis do mesa/vulkan.

Agora o lado ruim, é que alguns programas open source famosos, não estão nos repositórios como: Kdenlive, OBS Studio, VLC, Codec’s para o Firefox…

Porém, se você nunca ouviu falar no Flathub (minha fonte de app’s favorita) possibilita a integração facil com o Fedora e assim podendo instalar facilmente todos os programas que falei e muito mais.

Basta acessar o navegador, ir ao site do Flathub e clicar em “install” em qualquer app:

Após isto, atualize a GNOME Software em “Atualizações”:

E poderá encontrar a maioria dos softwares mais populares diretamente do seus sistema (sem a necessidade de pesquisar em sites):

obs: todos os software instalados via Flathub virão com codec’s por padrão:

Wallpapers

O Wallpaper padrão recebeu mais atenção nesta versão, agora vem com transição na aparência de acordo com o passar do dia:

Uma das coisas que gosto do Fedora é sua fragmentação de pacotes, isso quer dizer que, se você achou o Fedora muito cheio de programas desnecessários, poderá desinstalá-los facilmente sem quebrar o sistema, via GNOME Software.

No exemplo irei desinstalar a maioria dos programas:

Resultado:

O Fedora Workstation vem com DNF como ferramenta de gerenciamento pacotes do sistema e de app’s, ele possibilita rollback das ações feitas como instalação / remoção de pacotes / atualizações de rotina, porém é um processo que dependendo do tamanho, pode ser fatal para o sistema. Não recomendado para rollback de versão ou de grandes modificações / datas muito antigas.

Um problema que não existe no Silverblue, pois faz atualizações atômicas.

Mas a títulos de testes, resolvi voltar ao estado anterior da remoção dos app’s, pois não são pacotes críticos para o sistema:

sudo dnf history list

sudo dnf history [número da ID]

pode verificar as informações da ID com:

sudo dnf history info [número da ID]

Resultado:

Concluindo, mais um grande lançamento (oficialmente 27/10/2020) creio que a escolha pelo Btrfs foi ousada, mas a longo prazo inteligente. Espero que nas próximas versões o projeto providencie ferramentas gráficas de fácil acesso ao usuário comum, para lidar com gerenciamento de snapshots e compressão. Também espero que o projeto continue incentivando as novas tecnologias, como está prometendo para a spin KDE no F34, em trazer sessão Wayland default.

Se deseja me dar sugestões, mande para fastos2016@gmail.com ou nas redes sociais.

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