openSUSE Tumbleweed Snapshot 19-11-2019 | Review

Olá, hoje vou testar a versão do openSUSE mais recomendada para desenvolvedores, contribuidores e entusiastas do Linux/FOSS.

Esta review vai ser feito de acordo com a experiência em uma VM no GNOME Boxes. De configurações 4GB de ram, HD 21,5GB(em SSD) e 8 cores do CPU.

Fiz o download da iso net install (imagem via rede) de 137MB. Segui o instalador e depois de selecionar teclado/idioma veio as opções de desktop’s.

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Achei curioso o GNOME e KDE Plasma não ter o “adequado para desktops” como no XFCE. Mas pode ser apenas um erro.

Escolhi o KDE Plasma, porque gostaria de verificar a experiência com o Plasma mais recente. Também acho que a primeira opção ser Plasma não é por acaso (por mais que o projeto oficialmente declare que não tem DE padrão) pois sabemos que o openSUSE tem um bom relacionamento com KDE, além de muitos desenvolvedores também serem ativos contribuidores na comunidade.

Mudei o padrão de sistema de arquivos para EXT4, pois não preciso de todo o poder e consequentemente maior uso de espaço em disco do BtrFS sugerido por padrão.

Se você quer saber mais sobre instalações do openSUSE, veja este e este artigo.

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Por padrão o instalador instalará todos os “extras” do KDE.

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Então dei uma pequena “enxutada” na seleção de pacotes a ser instalados por default:

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No processo de instalação, verifiquei o uso da rede no monitor do sistema host, afim de avaliar a velocidade de download dos servidores do openSUSE, mas como os downloads de pacotes são feito uma a um, dificilmente tenho picos de maior velocidade de conexão, mas quando tem eles mostram um bom desempenho da infraestrutura do openSUSE. Minha conexão baixa a 11MB/s em boas condições.

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O processo levou aproximadamente 25min até a mensagem de finalização:

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Ao reiniciar fui recebido por uma janela de bem vindo, com uma ilustração/arte curiosa, creio que poderia ser melhor!

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E ao clicar em “baixar software” no botão do bem vindo, foi aberto o portal online do openSUSE no Firefox, para instalar pacotes via “click install”. Eu acho este portal muito interessante, é praticamente um “launchpad” ou “AUR” com uma interface mais intuitiva para o openSUSE.

Porém acho arriscado para iniciantes ou inexperientes no sistema, pois com um pouco de falta de atenção você adiciona pacotes/repositórios de teste/instáveis e não testados na sua versão atual. Exemplo: o usuário do openSUSE Leap, pode instalar um pacote do Tumbleweed e quebrar ou bagunçar todo o sistema. Algo que já vi acontecer várias vezes por aí. Seria mais interessante apenas abrir o Discover neste caso.

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A central de aplicativos Discover? YaST? elas devem estar lá por algum motivo…rsrs

Falando em Discover, ele vem integrado com o sistema de pacotes padrão (rpm/zypper) e não padrão, como o fácil acesso a flatpak/flathub. Que inclusive está menos “chato” como já foi, me pediu a senha apenas 1 vez para adicionar o flathub e não precisei reiniciar o Discover, porém é preciso reiniciar a sessão para os atalhos dos flatpak’s serem mostrados corretamente no menu do Plasma.

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Na primeira tentativa tive uma falha ao instalar um flatpak:

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Então tentei via terminal e tive um erro ao baixar uma runtime (openh264), mas aparentemente não impediu de ter o OBS Studio instalado e funcionando. Neste caso como de fato ocorreu uma falha no processo de instalação de uma runtime para o app, creio que seria exigir muita “inteligência” do Discover a lidar com este tipo de bug? o que não quer dizer que não venha a melhorar nestes casos futuramente.

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Fiz o teste no Fedora Silverblue 31 via GNOME Software, para ver como ele lidava com este problema, e não tive nenhuma mensagem de erro, o flatpak foi instalado corretamente.

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Então reiniciei a sessão para o atalho flatpak ser reconhecido completamente:

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antes
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depois de logout/login

A partir daí não é preciso mais encerrar a sessão para os atalhos dos flatpak’s aparecerem corretamente.

Então depois dessa experiência inicial com flathub/discover não muito boa, resolvi instalar um app do próprio repositório do openSUSE Tumbleweed em .rpm, o Kdenlive.

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A instalação do .rpm foi “flawless”, mais rápida (por já estar usando KDE Plasma) a essas alturas os haters do flatpak estariam rindo não é? se não fosse a falta de codec’s/dependências que praticamente impede o uso do programa, e que provavelmente faria com que eu adicionasse um repositório como o packman, para prover libs necessárias e codec’s ao meu kdenlive via .rpm, do repositório oficial do openSUSE. Algo que foi aparentemente prático no começo, se tornou mais complicado depois.

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Kdenlive .rpm do repositório do openSUSE

Informações do sistema

Então depois dessa experiência não muito “out of the box” (porém facilmente contornadas com um pouco de conhecimento) nem com app’s flatpak e RPM, fui verificar algumas informações que geralmente usuários tem curiosidade, como tempo de boot, uso de ram inicial, quantidade de pacotes etc…

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animação de boot do sistema
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espaço ocupado pelo sistema

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Plasma 5.17.3

No momento que fiz a review, os pacotes estavam na ultima versão, muitos iguais ao ArchLinux e o KDENeon.

O sistema veio sem muitas opções de Wallpaper padrão:

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Atualizações

A integração com Plasma é muito boa para o update do sistema, você pode atualizar pelo painel do Plasma e Discover. Também pode atualizar via terminal ou YaST, mas não receberá nenhuma notificação deles, apenas no próprio Plasma. Por padrão o modo de atualizações é manual, o sistema apenas de notifica e você decide quando atualizar.

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Fiz o primeiro update com vários pacotes de kernel/firmware e outras libs críticas do sistema. E ao final não foi me recomendado reiniciar. Pode parecer óbvio para já quem tem algum conhecimento, mas o correto era, pelo menos, um aviso que é preciso reiniciar para algumas atualizações serem concluídas.

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YaST

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Inegável que é uma ferramenta incrível, MAS, nada incrível do ponto de vista de um usuário comum, para começar que é preciso usa-la como root, ou seja, com esta ferramenta você pode gerenciar o sistema e também quebra-lo, caso não saiba o que está fazendo.

Coisa que acho interessante no YaST é o gerenciamento de software, onde você pode buscar e filtrar de várias maneiras, verificar informações técnicas dos pacotes, instalar e remover entre muitas outras coisas que eu nem conheço…

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Precisa verificar informações específicas do seu hardware? o YaST te mostra!

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Perdeu ou precisa configurar/restaurar o GRUB? o YaST pode te ajudar também!

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Isto talvez não seja nem 5% do que o YaST pode fazer, pode não ser uma ferramenta intuitiva para usuários leigos, devido a sua natureza em gerenciamento de partes “profundas” do sistema. É uma ferramenta avançada, mas em muitos casos de tutoriais que só seriam feitos via terminal em outras distribuições, no openSUSE, talvez, seria feito com mais uma opção via GUI.

Suporte a Nvidia

Assim como no Fedora, Debian e em muitas outras distribuições, o driver Nvidia não pode ser integrado ao sistema default, por questões de licença. Mas existe repositórios, diretamente da Nvidia para openSUSE. Veja neste link.

Conclusão

Sobre recomendação do Tumbleweed para iniciantes, creio que se encaixa com uma reposta parecida que daria para o Fedora, conto mais sobre neste artigo.

Um ponto que não gostei do sistema, foi ele vir com uma instalação muito grande por padrão, principalmente escolhendo KDE Plasma. É possível escolher os pacotes a serem instalados, como mostrei neste artigo, mas creio ser algo não muito prático. O ideal era apenas uma melhor seleção de apps default, ou talvez, uma opção de instalação “mínima” e outra “completa”.

Ser rolling release não é um problema, mas gostaria de ver um sistema de backup/rollback sem precisar do BtrFS. Irei fazer um artigo dedicado a sua funcionalidade de snapshots.

O que mais gostei, é o fato de ser muito atualizado, usar pacotes e apps recentes é algo que me agrada, pois percebo mais melhorias de performance e usabilidade, do que instabilidade.

Mas entendo que para um sistema popular a usuários domésticos, talvez o ideal ainda seria como o EndlessOS ou Android faz. A base é congelada/super stable e a camada de apps do usuário sempre atualizada.

De qualquer forma, creio que usuários do Fedora e ArchLinux, talvez, possam gostar do openSUSE Tumbleweed também!

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